1) Mostrar o descontentamento em relação à criação de cargos (cabide de emprego)
2) Exigir as mudanças (pra melhor!) no plano de carreira e que o salário miserável seja, enfim, um pouco mais digno.
Fiquei pouco tempo na Câmara porque eu tinha aula no Princesa, ouvi minimamente, mas não gostei do pouco que ouvi. O secretário falou em "aumento" para R$ 1,400 (e alguma coisa), no entanto, esse tal aumento, de aumento não tem nada. Explico. Em janeiro o piso nacional sofre um reajuste e é justamente esse reajuste (que eles são obrigados a repassar) que estão considerando "aumento". Fico me perguntando se eles pensam que nós, professores, somos tão ignorantes a ponto de não sabermos distinguir um reajuste de um aumento real. E pelo que ouvi, aumento real mesmo, só os 10% de regência de classe, o que em cifras, significa uma miséria. Aliás, é assim que temos sido tratados desde o início desse mandato, miseravelmente, sem o mínimo de consideração e respeito. E eu espero, sinceramente, que as mudanças no plano de carreira, sejam colocadas aos professores antes de os vereadores aprovarem, é o mínimo que merecemos depois de tanto descaso.
A outra questão que colocamos e somos veemente contra é a criação desses cargos que não passam de cabide de emprego. Explico também. Eles criam esses cargos de coordenadoras pedagógicas, suponhamos que eu faça o concurso e passe para essa função. No próximo ano haverá eleição e, digamos, a próxima secretária da educação não vai com a minha cara, demitir-me eles não podem, mas a secretária, obviamente, não vai me querer por perto, não confia em mim. O que acontece? Me mandam pra um outro setor pra fazer sei lá o que (cumprir horário e ganhar o salário no fim do mês) e colocam uma pessoa de confiança pra exercer o cargo de coordenadora pedagógica. Ou seja, gente demais, que incha a folha da prefeitura e que o povo é obrigado a pagar. Resumindo: desperdício de dinheiro público. Coordenadora pedagógica é cargo de confiança e isso é indiscutível. Mas o maior disparate dessa administraçãozinha é achar que coordenadora pedagógica não é cargo de confiança, mas professora de apoio é! Antes, os professores do apoio eram escolhidos pela classificação, hoje, são escolhidos "a dedo" porque é um cargo "DE CONFIANÇA". Antagonismo genuíno de uma administração fracassada e incompetente.
PS: Aos que ficaram na Câmara, passem informações de como foi a sessão na íntegra.
