Nós, professores do município de Morro da Fumaça, tornamos público nosso sentimento de repúdio à atual Administração pelas suas atitudes em relação aos Profissionais da Educação configurando-se em prática de desvalorização e desrespeito.
Mesmo diante de muitos apelos, o prefeito ignorou, desde 2009, todos os pedidos. Inicialmente culpou a administração anterior pelo baixo salário em função do plano de carreira. Em seguida, justificou a impossibilidade de aumento salarial em virtude do alto valor já destinado à folha de pagamento e que qualquer reajuste ultrapassaria o valor permitido pela lei. Comprometeu-se, então, a resolver esse problema para que os salários dos professores fossem reajustados. E, há dois anos e meio, estamos esperando por isso.
Em 2010, houve demissões para que se reduzisse o valor da folha de pagamento. No entanto, não foi o que aconteceu porque ela, inexplicavelmente, continua no limite. Início de dezembro do mesmo ano tentamos uma negociação na câmara de vereadores que nos foi negada sob justificativa de estarmos no fim do ano letivo.
Recomeçamos 2011 com a esperança de mudança, mas, infelizmente, continuamos ouvindo a velha desculpa: “estamos estudando a possibilidade de reajuste”.
Pensamos na negociação como a melhor saída para resolver esse impasse, mas negociação é negociação quando objetiva resolver um problema com seriedade. Se nada resolve, se tudo é sempre adiado, protelado, tem-se uma estratégia denominada embromação. E é isso que o prefeito tem feito nesses últimos anos.
Que todos saibam que em Morro da Fumaça, o professor é coisificado e que a educação não é levada a sério, nem é prioridade.
Desta forma, diante da postura do prefeito, haverá, com o ânimo que a categoria demonstra, total adesão ao movimento grevista. A luta pela educação de qualidade e a valorização dos professores é direito, é coisa séria!
Juci